No Meu Filme



No filme que eu criei, nossa despedida não seria assim. E imaginei um roteiro totalmente diferente, onde o nosso último dia juntos seria um dos melhores, segurando um na mão do outro, como você bem sabe, considero as mãos entrelaçadas uma das maneiras mais bonitas de demonstrar que temos um ao outro. Trocando olhares que significam tudo. E ficando juntos a maior parte do tempo, para não perder a oportunidade de se tocar, de sentir o cheiro, de deixar um pouco de você em mim e um pouco de mim em você. E na hora da despedida, se beijar e se olhar da maneira mais intensa possível, quem nem precisaria falar palavra alguma por que se olhar já seria o suficiente.
Mas o nosso último dia juntos não foi assim, foi afastados um do outro, sem olhares, sem mãos entrelaçadas, e o bônus: Palavras que machucaram meu coração, meu coração já tão acostumado aguentou, os calos fazem sentir menos dor. E na hora da despedida, os olhares foram de longe, sem toque, sem beijo, mas eu te olhei e fui me afastando. E eu como boa criadora de roteiros imaginei você me chamando e vindo ao meu encontro, me segurando na cintura e me beijando, e falando que nada daquilo tinha sentido, por que tudo se encaixa quando estamos juntos. Mas, mais uma vez o roteiro não virou cena, você entrou no carro e foi embora. 
Assim, rápido como apareceu em minha vida, você também se foi. 
Mas tenha certeza, ficou muito de você em mim.  O final do meu filme não teve um final feliz, mas o começo e o meio foram inesquecíveis, isso foi o suficiente. Agora outros roteiros podem se escritos.
Obrigada.
(imagem reprodução)


Nenhum comentário

Postar um comentário